Vai um pouco de latim?

[A Ode I,11, de Horácio]

 

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi

finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios

temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.

seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,

quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare

Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi

spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida

aetas: carpe diem quam minimum credula postero.

 

 

[Agora na tradução de Guilherme Gontijo Flores]

 

Não perguntes (saber nefasto) o fim que a mim e a ti

os deuses concederam, ó Leucônoe; Babilônios

números não procures. Vai, aceita o que vier,

mesmo que Jove envie mais invernos, ou só este,

que agora contra as rochas debilita o mar Tirreno:

vai, sabe, saboreia, coa o vinho e em curto espaço

poda a tua esperança. Se falamos, foge o tempo

de inveja: colhe o dia, mas não creias no amanhã.

 

 

[E na de Paulo Henriques Britto, “Horácio no Baixo”]

 

Tentar prever o que o futuro te reserva

não leva a nada. Mãe de santo, mapa astral

e livro de autoajuda é tudo a mesma merda.

O melhor é aceitar o que de bom ou mau

acontecer. O verão que agora inicia

pode ser só mais um, ou pode ser o último –

vá saber. Toma o teu chope, aproveita o dia,

e quanto ao amanhã, o que vier é lucro.

 

 

>> A fonte das fontes, sempre, é o Escamandro:

http://escamandro.wordpress.com/2012/06/08/horacios-na-ode-1-11-a-leuconoe/

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