Greve é aula

Só nos resta torcer muito, muito mesmo para que tudo o que esses professores estão vivendo no Paraná – espancados pela polícia por defenderem seus direitos – e em São Paulo – tratados como inexistentes pelo governador –, a exemplo do que tantos outros, em todo o país, vivem cotidianamente, entre para o currículo obrigatório em suas salas de aula. Sim, que o fim da greve não signifique o fim da indignação e da luta, mas o seu recomeço, em novos níveis, cada vez menos como problema dos “grevistas”, de seus colegas e alunos, cada vez mais como problema de todos. Isto é: que o Brasil, se quiser ser sério, se transforme na imensa sala de aula em que a principal matéria seja justamente discutir – para contrastar – o discurso de amor à Educação, que é constrangedoramente unânime, e aquilo que, de fato, podemos encontrar em cada sala das instituições de ensino deste país em todos os níveis – sejam públicas ou privadas. Se não pudermos ser melhores – como professores, alunos e sociedade – que ao menos sejamos sinceros. Ou a melhor aula vai continuar sendo a greve.

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