Para a crítica do direito: vendas

para a crítica

Queridos, tenho recebido muitas mensagens perguntando como comprar PARA A CRÍTICA DO DIREITO. Por favor, comprem diretamente da Expressão Popular (estará no site nos próximos dias). Nosso livro custa R$ 50,00: é importante destacar isso, porque, como disse aos presentes ontem, um recente livro jurídico com as mesmas características (818 páginas, formato grande, mesmo papel de miolo e capa) custa R$ 189,90. Ou seja, só conseguimos trabalhar com um valor tão abaixo do que o mercado pratica (R$ 50,00 equivalem ao custo enxuto da edição) porque nosso principal objetivo é fazer circular as ideias que estão nele, sem lucro. O preço faz parte do projeto político, mas só vai dar certo mesmo se vocês comprarem, lerem, multiplicarem. Se puderem, compartilhem esta mensagem.
Obrigado desde já!
A livraria da Expressão Popular fica em SP, na rua da Abolição, 201. Tel. (11) 3105.9500. Site: expressaopopular.com.br.

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Do fb

[4/12] Tudo bem. Generaldo ainda não desistiu e provavelmente não vai desistir e pode estar apenas fazendo um recuo estratégico. Mas não tem como minimizar o que foi conquistado pelos estudantes. Lembrem-se: esse senhor foi reeleito em primeiro turno na recente eleição, ou seja, 57% dos eleitores paulistas (podem não ser todos, mas sua imensa maioria) entendem que Generaldo, agindo como age, está correto. Sim, porque não é de hoje que ele usa a polícia como seu braço “negociador”. Quer dizer: a moçada fez Generaldo e 57% dos paulistas ouvirem calados o refrão do Raulzito: TENTE OUTRA VEZ. E o pesadelo dessa maioria é saber que a moçada descobriu que “é de batalhas que se vive a vida”.

Do fb

[2/12] IMPIXA. Gente, calma, entre o papel sair das mãos sujas do Cunha e virar o cartão vermelho que desejam, muita tinta tem que rolar. E é bom para nós, a meu ver, porque um governo processado, lutando, tendo que se defender às claras, é melhor do que um governo imobilizado pela chantagem de um bandido. Ganhe ou perca. Perca ou ganhe. Talvez hoje, 2/12, seja o primeiro dia do segundo mandato de Dilma. Não sei quanto tempo ele dura, mas é sempre bom lembrar: seja quanto for, não é o Aécio que assume.

Do fb

[17/11] Enquanto decidimos as regras da solidariedade aqui, espalha-se a mancha cada vez mais densa de sangue sobre a Terra. Sem trégua.

 

[18/11] Quem leva um pouco a sério essa coisa de democracia sabe que manifestação de intolerância, como defender golpe militar, não pode ser acobertada como ~liberdade de expressão~ ou algo assim. Mas a gente continua deixando a cobra criar asa.

 

[25/11] Essa hashtag do amigo secreto (e da amiga secreta, que também apareceu aqui) é a ameaça mais clara de implosão do facebook que já vi. Exorcismo, desabafo, carapuças. O robô não sabe lidar com tanta sinceridade.

 

[25/11] Ver que temos instituições capazes de atuar contra figuras tão poderosas quanto um senador e um banqueiro deveria nos deixar muito otimistas. Mas não dá: é preocupante que a blindagem (política, jurídica, econômica e midiática) deixe de funcionar apenas para um “grupo” (chame como preferir) e continue funcionando cada vez melhor para outro. Sim, cada vez melhor, porque só isso explica que as mesmas investigações levem a ambos com a mesma clareza, mas só haja avanços concretos sobre os direitos do primeiro “grupo”. Estamos numa encruzilhada: ou saímos dessas operações muito melhores ou ainda piores do que sempre fomos no combate à corrupção. Hoje, por diversas razões, está difícil acreditar que a melhor alternativa vai se impor.

 

[27/11] DICA. Acabo de descobrir que está na praça uma reimpressão de “Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo”, do David Foster Wallace. Pra notícia ser melhor ainda, na promoção do dia, aquela livraria em que hostilizaram o Suplicy vende o livro de 47 por 28 reais. Baita notícia, principalmente se você é alguém que já estava quase aceitando a chantagem de um sebo que cobra 99 reais por um exemplar usado. (Agora resta aguardar a reimpressão de “Breves entrevistas com homens hediondos”, pelo qual os sebos chegam a cobrar 300 reais. Sim.) Você pode descartar minha dica, mas também pode gastar 9m22s da nossa sexta-feira ensolarada para assistir a esse vídeo bem bonitinho feito a partir de um dos textos que estão em “Ficando longe…”. E então você provavelmente vai entender minha empolgação.

https://www.youtube.com/watch?v=ZOgeWOds-Ek

 

[30/11] É NÓIS. A gente cresceu ouvindo que estava no país das contradições profundas, da miscigenação violenta, da tolerância frágil, mas não sei se o Brasil já foi tão triste-feliz quanto neste momento. Você fica feliz com as notícias de uma garotada que tomou pra si a luta contra o governador que quer fechar escolas (~fechar escolas~, sim, não precisa ter nada antes ou depois disso para saber que aquela garotada está certa), mas logo vem a notícia de mais um extermínio ou de um grupo que se organiza para atacar os “privilégios dos deficientes físicos”. Daí a água gelada já desce pela coluna novamente. E a gente percebe que só vai ser feliz no dia em que, entre acordar e dormir, e mesmo entre dormir e acordar (porque de sonho também se trata), achar um jeito de nossos nós se desatarem sempre em favor daquilo que presta neste país – que não é pouca coisa, mas que cotidianamente sofre quieto sob a enxurrada de notícias ruins.

 

[1/12] Roberto, Wilton, Wesley, Cleiton e Carlos. Negros. De novo. Pobres. De novo. Desarmados. De novo. Mortos. De novo. 50 tiros. De novo. Quase todos na altura da cabeça. De novo. Uma arma de brinquedo plantada pra justificar. De novo. Possíveis punições pontuais. De novo. Em breve, de novo?

 

[1/12] CONVENÇÃO. No encontro dos economistas, todas as soluções para a economia. No encontro dos ambientalistas, todas as soluções para o meio ambiente. No encontro dos políticos, todas as soluções para a política. No encontro dos religiosos, todas as soluções para a religião. No encontro dos juristas, todas as soluções para a justiça. No encontro dos pacifistas, todas as soluções para a paz. Nos centros de convenção, encontros sempre convenientes. As atas registram. Os acordos se desatam. Da porta pra fora, tudo é desencontro.

 

[1/12] E no dia em que Generaldo publica o decreto da reorganização (mais um ato rumo à sonhada – por ele – privatização), nada melhor que assistir o vídeo que está na matéria abaixo. O jeito de conviver que essa moçada arrumou, mobilizando pais, aprofundando amizades, disputando o discurso político (ocupação não é invasão!), enfrentando o autoritarismo, a pressão, o medo, não tem retorno. Sim, pode ter começado como uma “onda” para vários ali, mas o enfrentamento logo fez tudo ali ficar sério: policiais na porta, ordens judiciais, jornalistas curiosos. E do lado de dentro das escolas, antes abandonadas, surgiu uma nova forma de andar pelos corredores, conhecer as salas sempre trancadas, entender os detalhes de sua (falta de) estrutura. A ocupação pode acabar, o trator do governo pode passar sobre tudo e as escolas podem voltar ao seu abandono de sempre, porque é mesmo bem difícil resistir à máquina de Generaldo, mas ficamos com a certeza de que vai haver sempre uma mancha inapagável nas gravatas do governador e de seus pares (que não são só de São Paulo, que não são só tucanos) quando falarem de Educação. E aquela mancha há de lembrar a todos os seus eleitores quanto valem suas palavras: nada.

(Ah, o vídeo sumiu da reportagem… mas está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5ygj5So-Vf4)

 

[2/12] Generaldo, o Reagonizador,

adora crianças em casa:

põe polícia mais que professor,

fecha a escola e manda bala.

 

No sonho de Generaldo,

educar é tarefa viril:

inspetor é um cara fardado

e o bedel tem botina e fuzil.

 

[2/12] Infelizmente, tenho que corrigir uma postagem de ontem: não foram 50. Foram mais de 100 disparos contra um carro em que estavam 5 jovens desarmados. Os verdadeiros “tiros de advertência”: advertem a todos os outros jovens negros e pobres qual será o seu destino se cruzarem com a polícia.

 

[2/12] ESCOLA. Não sei quantos aqui estudaram em escolas públicas. De minha parte, do “prezinho” ao doutorado, fiz um ano de CEAR, oito de EEPG, três de EEPSG, cinco de FDSBC e seis de FDUSP. De ponta a ponta: tenho o maior orgulho disso. Tenho críticas, claro, mas também gratidão. E consciência da importância gigantesca que há num sistema educacional público. Na excelente entrevista abaixo, o prof. Evaldo Piolli (UNICAMP) explica bem o que está por trás disso que Generaldo quer que chamemos de “reorganização” – o verdadeiro desmanche do sistema que permite alguma esperança a quem não pode pagar pelo ensino privado,

http://www.portalcbncampinas.com.br/?p=125296