Enjoy the silence

(Política, cultura, futebol, direito, literatura, amenidades. Ando atento, lendo tudo e escrevo aqui e ali algumas linhas, mas nem sempre aperto o “publicar” e elas se perdem no escuro do que esqueço. Ou moram calmas num caderno sempre a tiracolo. Estas linhas aqui, por exemplo, penei muito antes de colocá-las na praça, mas tem amigos – ah, os amigos! – estranhando meu silêncio sobre isso, sobre aquilo. Não estranhem. Isso começou quando aprendi a perguntar pra mim mesmo, com sinceridade, “posso passar sem dizer isso?”, “os outros podem passar sem me ouvir dizer isso?”, “preciso mesmo?”. Não é fácil quando se sofre da mania de falar, escrever, intervir. Desde então, das portas pra fora da minha cabeça, há menos barulho. Da porta pra dentro, talvez, um pouco mais de algo que não tem nome, mas me agrada. Fico feliz pelo que faço pelo silêncio. Fico feliz pelo que o silêncio faz por mim.)

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