Do fb pra cá: mais setembro

[13/9] Boa surpresa. Soube hoje que a Vera Lins resenhou meu livrinho.

http://escritos.rb.gov.br/

 

[15/9] “Quando aparece um poeta assim, salta em nossa cara uma verdade das mais úteis: há lugares a que só podemos chegar pelos caminhos da poesia e, normalmente, são lugares em que jamais imaginamos estar”. Texto meu lá na Revista Caliban sobre a (e sob os efeitos da) poesia de Reuben Da Rocha.

https://caliban.pt/q-%C3%A9-e-%C3%B1-%C3%A9-um-rol%C3%AA-com-reuben-da-rocha-3ffd62d842f0#.oinliwohm

 

[16/9] Eu não tenho provas, mas tenho a convicção de que os procuradores não disseram, mas bem poderiam ter dito que não têm provas, mas apenas convicção, porque faz tempo que, por aqui, dizer e não dizer, fazer e não fazer, ser e não ser, na real, já são a coisa que menos importa provar diante das imutáveis convicções que movem nossa vidinha política, jurídica etc.

 

[16/9] História da humanidade (com spoiler)

 

Deus fez a mulher. Estava à toa, fez o homem.

O homem foi fazendo o que dava na telha.

Deu na telha a Bayer. Deu na telha a Monsanto.

Deu na telha juntar Bayer e Monsanto.

Fim.

 

[16/9] No próximo sábado, 24, às 19h, no projeto Viva Voz da Casa das Rosas, converso sobre meus livros com Reynaldo Damazio e Julio Mendonça, leitores mais que especiais. É só chegar.

http://www.casadasrosas.org.br/agenda/viva-voz-conversas-com-poetas-contemporneos-tarso-de-melo

 

(Aliás, peço a paciência dos amigos aí, porque nas próximas semanas vai ter muita autopropaganda por aqui… Sai no fim do mês o romance de Renato Russo sobre a banda imaginária “42nd Street Band” (Cia. das Letras), que eu organizei e o Guilherme Gontijo Flores traduziu. Tem o lançamento da antologia “Inventar la felicidad” (e-book da Vallejo & Co., do Peru), que organizei com o Fabrício Marques, apresentando 12 poetas-bomba nascidos de 1980 pra cá. E tem em breve no ar o filme que Alexandre Macedo, Janaína Welle e Joao Correia, da Mó Documental, fizeram com meu poema “Íntimo desabrigo”, para a TV Futura. Só alegria.)

 

[18/9] NOJA. A revista Noja incentiva o corte da cabeça de Lula. Noja, o panfleto do que há de pior no mundo, gosta de sangue, sempre gostou, não tem salvação. Noja sabe que, com a cabeça de Lula, cai bem mais que uma pessoa, bem mais que um político específico. Com o sangue que correr do pescoço dele, cai também uma certa forma de pensar as soluções para os problemas do país. E isso vai bem além do nojo de Noja e do indivíduo Lula. Lula não é, pessoalmente, a garantia de que este país pode ser melhor, mas os entusiastas de sua derrubada – sem provas, sem trégua, sem limites – veem no ataque a ele bem mais do que o ataque a uma pessoa. Ao calar Lula, ao tirá-lo do páreo, o que Noja almeja é impedir que qualquer pessoa ou grupo possa levantar a voz para dizer que este país deve seguir para um rumo diferente daquele que interessa a Noja e seus patrocinadores. Você pode não defender Lula ou até mesmo ser insensível à exposição de sua cabeça cortada nas bancas de jornais, mas, se for trabalhador, deveria estar preocupado com as razões pelas quais há um ataque tão violento a um político e, para além dele, ao que ele representa. Se tiver serenidade pra estudar o assunto, vai perceber que Lula, o Luiz Inácio, é um detalhe nisso e que, na verdade, é nossa cabeça que está sangrando nas bancas hoje.

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