Marisa

marisa

O piso, a parede, o 273,
a mistura de traços na pele:
tudo muito São Bernardo,
puro frango com polenta.

O quarto na frente da casa
e o cento e quarenta e sete
descansando sob as telhas:
viatura, troféu, ferramenta.

Nem dor, nem ódio ou medo.
Prole aos pés, amor e luta
(e a justa faixa presidencial)
se insinuavam no tergal.

Dia de descer a Anchieta,
cortar a névoa do Riacho,
forrar o bucho com mocotó,
lavar a alma com cambuci.

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Um comentário sobre “Marisa

  1. Bernardo 7 de fevereiro de 2017 / 19:24

    Que imagem linda, que lindo texto, que triste momento.

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