Lafetá e Graciliano

O prof. João Luiz Lafetá (1946-1996) morreu bem novo. Não o conheci (alguém aqui deve ter tido aulas com ele!), mas sempre gostei bastante de todos os seus textos. Ontem, por acaso, encontrei esse vídeo longo em que ele fala sobre Graciliano Ramos. Uma coisa bonita demais. Antonio Candido, que foi seu orientador, disse: “João Luiz Lafetá era discreto, mas participante, reservado e cordial, cumpridor estrito do dever, capaz de concentrar-se a fundo nas tarefas, procurando sempre produzir o melhor. Como professor, era incomparável, desde a presença serena e magnética até a voz admiravelmente impostada, que lhe permitia falar em tom normal e ser ouvido no fundo dos anfiteatros; sem contar o essencial, isto é, a capacidade de expor a matéria de modo perfeito e seguro, depois de ter preparado a aula com aplicação quase angustiada, como quem duvida de si e por isso acha-se moralmente obrigado a fornecer o máximo. E de fato era o máximo que fornecia sempre – na aula, na palestra, no ensaio, no livro –, manifestando em cada uma dessas atividades a sua grande e sólida inteligência”. Pois é. Acho que Antonio Candido tinha essa aula em mente.

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