Rastros (antologia poética 1999-2018)

Rastros capa

Rastros, de Tarso de Melo, é uma antologia poética que reúne 155 poemas (e algumas séries), por ocasião dos 20 anos da publicação de seu primeiro livro, A lapso, de 1999. O próprio autor selecionou poemas de todos os seus livros, além de textos publicados esparsamente, reunindo-os sob um novo “princípio de (des)organização”. Como afirma na nota que abre o livro: “Ao embaralhar para este volume grande parte dos poemas escritos durante 20 anos, minha intenção era abrir novamente meu caderno à atenção dos leitores, mas agora explorando novas possibilidades de leitura desses poemas ao desarticular as relações em que se encontravam dentro dos livros originais e, de algum modo, propor novas relações entre eles. […] Arranquei todas as páginas do caderno múltiplo, descartei algumas, juntei outras. O que o leitor tem agora em mãos, sem dúvida, é um livro novo, em que poemas escritos em épocas diferentes se encontram para mudar uns aos outros e, mais que tudo, para se abrirem novamente aos leitores”.

 

O livro tem orelha assinada por Dalila Teles Veras, poeta e primeira editora do autor, e prefácio de Sérgio Alcides, poeta e professor da UFMG. Como posfácio, também apresenta as orelhas originalmente publicadas nos livros A lapso (escrita por Júlio Castañon Guimarães), Carbono (por Carlito Azevedo), Caderno inquieto (por Heitor Ferraz Mello) e Íntimo desabrigo (por Carolina Serra Azul e Renan Nuernberger). O desenho da capa é de Hallina Beltrão.

 

«[…] “baralhados” pelo autor em sua ordem cronológica, não consegui ligar a maioria dos poemas ao conjunto original. O que li foi uma sólida obra, construída com o sentido de ser exatamente isto: uma Obra. Não uma obra encerrada num propósito meramente estético, mas uma obra aberta, compromissada, pronta a receber novas inserções que a ampliarão, sem modificá-la, porque já É o que É, ou seja, uma poética inconfundível, inserida na centralidade da literatura brasileira da atualidade.» (Dalila Teles Veras, na orelha)

 

«Rastros é uma antologia experimental, como a Antologia poética de Vinicius de Moraes, de 1954, e a de Carlos Drummond de Andrade, de 1962. Como foi o caso desses precedentes veneráveis, este é um livro a mais na bibliografia do seu autor. Não entra na cota subsidiária, à parte da obra. Forma um acréscimo. […] No caso de Tarso, o título já diz, em letras embaralhadas, o procedimento seguido, mais à mineira. Porém, com maior discrição, ele retira os tapumes, não deixa anteparos para trás. A lógica das aproximações se apaga do sumário, e o leitor fica livre para jogar, ele também, com recombinações possíveis, especulando, especulando-se igualmente, formando seus próprios rastros.» (Sérgio Alcides, no prefácio)

Rastros capa aberta

Tarso de Melo (Santo André, 1976) é poeta, ensaísta e advogado, doutor em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo. Curador dos projetos “Vozes Versos” (na Tapera Taperá, com Heitor Ferraz Mello), “Passaporte: Literatura” (Goethe-Institut SP, com Marcelo Lotufo) e “Algaravia!” (Biblioteca Mário de Andrade). Autor, colaborador e organizador de diversos livros, seus títulos de poesia são: A lapso (Alpharrabio, 1999), Carbono (Nankin, Alpharrabio, 2002), Planos de fuga e outros poemas (7Letras, CosacNaify, 2005), Lugar algum (Alpharrabio, 2007), Exames de rotina (Editora da Casa, 2008), Caderno inquieto (Dobra, 2012), Poemas 1999-2014 (Dobra, 2015; com edição digital pela E-galáxia, 2015), Íntimo desabrigo (Alpharrabio, Dobradura, 2017), Dois mil e quatrocentos quilômetros, aqui (com Carlos Augusto Lima; Luna Parque, 2018) e Alguns rastros (Martelo Casa Editorial, 2018).

 

LANÇAMENTO EM SÃO PAULO: Rastros será lançado em São Paulo no dia 12/12/2019, quinta, às 19h30, na Tapera Taperá (av. São Luís, 187, 2º andar, loja 29, Galeria Metrópole). Na ocasião, será lançado também o livro Poesia + (antologia 1985-2019), de Edimilson de Almeida Pereira, pela Editora 34. Haverá um bate-papo e leitura de poemas pelos autores.

ConvP+

Leia artigo de Casé Lontra Marques sobre Rastros:

https://revistacult.uol.com.br/home/rastros-de-tarso-de-melo/

 

Rastros, de Tarso de Melo [Martelo Casa Editorial, 320 páginas, R$ 55,00]

Quando a delicadeza é uma afronta

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Dizem as boas línguas que o segundo número da antologia poética da CULT já está chegando às bancas e livrarias, bem como às casas de quem comprou pelo site. Fiz a curadoria dos poemas: Adelaide Ivánova, Alberto Pucheu, Ana Estaregui, Ana Martins Marques, Andreev Veiga, Bianca Gonçalves, Carlos Augusto Lima, Casé Lontra Marques, Chantal Castelli, Dalila Teles Veras, Diana Junkes, Edimilson de Almeida Pereira, Eduardo Sterzi, Fabiano Calixto, Fabrício Marques, Fernanda Marra, Izabela Leal, Jeanne Callegari, Júlia Studart, Leonardo Fróes, Leonardo Gandolfi, Luci Collin, Luna Vitrolira, Manoel Ricardo de Lima, Marcelo Ariel, Marcelo Montenegro, Matheus Guménin Barreto, Micheliny Verunschk, Renan Nuernberger, Reynaldo Damazio, Sara Síntique e Simone Brantes. E o Fernando Saraiva cuidou do projeto gráfico e da seleção dos artistas que ilustram o volume: Amanda Copstein, Elisa Carareto, Jade Marra, Julia Coppa, Karen Hofstetter, Leandersson (capa e cartaz), Marcela Cantuária, Mayra Martins Redin. Sou suspeito, mas ficou muito bonito e forte mesmo. Muito feliz de ajudar a seguir em frente essa história, movida pela paixão da Daysi Bregantini por poesia, iniciada pelo Alberto Pucheu e, se vocês ajudarem comprando e divulgando (hehehe), a ser continuada por mais curadores, autores e artistas deste estranho país. Muito obrigado a todos vocês!

Livres?

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Diante da decisão correta do STF, é no mínimo curioso que a “grande” imprensa e seus “especialistas” repitam que, segundo números do CNJ, quase 5000 presos podem ser “beneficiados”. Que “benefício” é esse de ser solto depois do reconhecimento de que parte da sua vida (meses, anos) se passou indevidamente dentro de uma cela? Um minuto de prisão indevida é um absurdo, um prejuízo irreparável, para qualquer pessoa. Falar em “benefício” e esquecer desse prejuízo é não apenas impróprio, mas cruel. No caso do presidente Lula, então, a crueldade não para por aí, muito menos se restringe à pessoa dele. O que significa esse “benefício” de soltá-lo agora diante dos 579 dias preso com base numa decisão agora reconhecida como inconstitucional e oriunda de um processo absolutamente viciado pela suspeição do juiz, como o STF também vai reconhecer em breve (ou terá que fazer uma ginástica imensa para dizer que o atual ministro Moro, não apenas pelo que The Intercept vazou, era imparcial na condução dos processos contra Lula, adversário do seu novo chefe)? E qual o peso desse “benefício” para compensar tudo o que foi e tem sido feito neste país por um governo que, para se eleger, precisou da prisão de Lula? Qual o poder curativo desse “benefício” diante dos danos causados à vida pessoal de Lula, que não pode enterrar um dos seus irmãos e foi escoltado pela polícia no enterro de seu neto? Chamar essa soltura tão tardia de “benefício” é uma tentativa de apagar todos os significados da prisão de Lula, para ele e para a democracia brasileira, bem como para as condições de vida do povo, que agora tem que lidar com um governo destruidor. A soltura de Lula, claro, é importante, é justa, é urgente. A decisão do STF, no entanto, será um benefício real se aproveitarmos para reconhecer que tudo o que se fez depois da prisão de Lula – não apenas contra ele, mas contra o país – deve ser revisto, porque a liberdade e a dignidade de que precisamos vai bem além de tudo que o STF garantiu hoje.

Fluxos 13, Leminski 75!

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Está no ar a nova edição do Fluxos, seu microjornal de poesia predileto. Ela chega para comemorar o aniversário do Paulo Leminski, que completaria 75 anos neste sábado 24/8. Também nosso amigo Donizete Galvão faria aniversário, 64 anos. Ambos estão no Fluxos, cercados de poesia por todos os lados: como eles gostavam, como nós gostamos. O resto você já sabe: é só baixar, imprimir, dobrar, ler e circular. Fluir.

Baixar o Fluxos 13: Fluxos zine 13 – exist

Fluxos 11 e 12 no ar. E no Sarau Fluxos!

Neide Sá

Povo do mundo: estão no ar dois novos números do Fluxos, seu microjornal predileto de poesia, para comemorar e convidar para o Sarau Fluxos, que acontece amanhã, 25/7, das 21h às 23h, no Bar da Tapera (Galeria Metrópole, Av. São Luís, 187, 2º andar, loja 28, SP/SP). Um encontro entre autores e leitores para celebrar tudo que tem circulado no mundinho-mundão da poesia. A gente se encontra lá. Baixe, leia, compartilhe. Flua.

Fluxos 11: Fluxos zine 11

Fluxos 12: Fluxos zine 12

Se você não tem os números anteriores, é só clicar aqui e baixar à vontade:

https://tarsodemelo.wordpress.com/2019/07/14/sarau-fluxos/

Sarau Fluxos

Sarau Fluxos

Já baixou, imprimiu, dobrou, leu, divulgou o FLUXOS? Veja abaixo o link para todas as edições. E compareça ao Sarau Fluxos, dia 25/7, quinta, das 21h às 23h, na Bar da Tapera, para ouvir os próprios autores e tradutores lendo textos publicados no microjornal e, claro, para ler também (sim, você!) o que mais gostou das edições até aqui. Fontes sigilosas revelaram que uma nova edição (ou duas?) deve surgir até lá. Se liga.

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DIVIRTA-SE!